XXVII Congresso da Sociedade Brasileira de Hipertensão

Tema da Campanha “Setembro Coração” de 2019 nos dias 07, 08 e 09 de agosto, o médico cardiologista, Dr. José Carlos Aidar Ayoub, e a nutricionista, Ricy Siqueira Ayoub, profissionais do IMC e HMC, participaram do XXVII Congresso da Sociedade Brasileira de Hipertensão, realizado na cidade de São Paulo, no Hotel Tívoli Mofarrej,
que contemplo ou as diversas áreas da hipertensão arterial (HA), desde a pesquisa básica, em seus vários aspectos voltados para o entendimento esta condição, até a prática clínica diária e a abordagem multidisciplinar deste importante agravo para a saúde da população.
Neste ano, o evento contou com a realização do encontro anual da World Hypertension League – WHL, que engrandeceu ainda mais o congresso.

ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS


Trabalho apresentado pela nutricionista Ricy Siqueira Ayoub Os alimentos
ultraprocessados são produzidos com a adição de muitos ingredientes como sal, açúcar, óleos, gorduras, proteínas de soja, do leite, extratos de carne, além de substâncias sintetizadas em laboratório a partir de alimentos e de outras fontes orgânicas como petróleo e carvão.
Biscoitos, bolachas, cereais matinais, sorvete, macarrão instantâneo, pós e preparos prontos para consumo (temperos), embutidos, nuggets, são alguns deles.
O reflexo do consumo desses alimentos na população já tem mostrado um favorecimento para a obesidade. Um estudo realizado em 2018, pela Vigilância Sanitária, indica que entre 20 e 50% do valor energético total consumidos pela população brasileira são de alimentos ultraprocessados. Estudos recentes, feitos especialmente com crianças, apontaram uma relação com o consumo desses alimentos com dependência. Outros estudos também comprovaram a relação de aumento de peso com o consumo dos ultraprocessados. Durante as analises, as pessoas que consumiam esses alimentos engordaram, em média, 1 quilo a mais em uma semana, em comparação àquelas que mantiveram uma dieta baseada em um alimentação balanceada.

O impacto de tudo isso na população são os reflexos negativos que a obesidade pode trazer, as doenças crônicas que tem aparecido cada vez mais cedo, por exemplo, mas a questão mais preocupante é a falta de políticas públicas para o controle do consumo desses alimentos. Já existe uma normatização brasileira para a redução de açucares, gordura e sódio em alimentos industrializados, principalmente para os alimentos voltados
a o público infantil. O Brasil tem caminhado para uma realidade preocupa
nte de obesidade, hoje já somos 55,7% de pessoas acima do peso e a vida moderna tem levado cada dia mais a população para o consumo de fast foods, alimentos acessíveis e de rápido consumo, geralmente os ultraprocessados.

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