Implante Transcateter de Valva Aórtica – TAVI

Implante Transcateter de Valva Aórtica – TAVI

Pioneiro em cirurgias cardiovasculares, IMC realiza pela segunda vez procedimento inovador na saúde.

Foi realizado no dia 12 de setembro, às 9h30, no IMC, o Implante Transcateter de Valva Aórtica, procedimento conhecido como TAVI. Ele corrige a Estenose Aórtica (EA), um estreitamento da válvula que impede o fluxo sanguíneo do ventrículo esquerdo para a aorta. O implante mudou a história das cirurgias cardíacas no mundo por ser realizado de forma minimamente invasiva, permitindo, assim, que pacientes com alto risco ou impossibilidade cirúrgica pudessem fazer o procedimento de forma segura.

O implante foi solicitado pelo cardiologista, Dr. Jorge Cury Júnior, a uma paciente de 73 anos, que já havia passado, anos atrás, por uma cirurgia de implante com esternotomia (abertura cirúrgica do esterno) para a correção da doença. Com o tempo, a válvula implantada perdeu sua função e, com outros agravamentos da doença, a paciente ficou impossibilitada de passar novamente pelo mesmo procedimento, tornando-se assim, o TAVI, uma indicação de solução para o caso.

O implante foi realizado pelos médicos: Dr. Armando Mangione, Cardiologista Intervencionista Proctor especialista em TAVI da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Dr. Pedro Gomes de Almeida Garzon e Dr. Dárcio Gitti de Faria, Cardiologistas e Hemodinamicistas do IMC, além de uma grande equipe de profissionais qualificados para dar suporte durante o implante. O procedimento foi um sucesso e o IMC de Rio Preto demonstra mais uma vez sua excelência na realização de uma técnica inovadora na saúde do país.

TAVI NO MUNDO

Há 15 anos, o cardiologista intervencionista francês, Dr. Alain Cribier, realizou com sucesso o primeiro implante percutâneo transvalvar aórtico no mundo. O procedimento se tornou um marco na história das cirurgias cardíacas, porque não requer esternotomia e circulação extracorpórea, o que possibilitou, a partir de então, correções menos invasivas em paciente de alto e muito alto risco cirúrgico, uma inovação sem precedentes no caso da Estenose Aórtica, que possui taxas de mortalidade de até 50% em dois anos, em casos sintomáticos.

Até o início do século 21, os casos severos da patologia tinham indicação primordial de tratamento cirúrgico. Nos dias atuais, as taxas de sucesso progressivamente maiores têm sido obtidas com o TAVI e, baseadas nestas evidências, as diretrizes mais atuais elaboradas pelas Sociedades Brasileira, Interamericana, Americana e Europeia de Cardiologia, sobre a correção dessa patologia, recomendam que o TAVI seja o tratamento de escolha para pacientes com estenose aórtica grave e considerados inoperáveis.

SAIBA MAIS SOBRE A ESTENOSE AÓRTICA

Estenose Aórtica (EA) é uma doença grave que apresenta curso acelerado a partir do aparecimento dos sintomas, podendo evoluir para complicações graves, como AVC, ou para óbito. Estima-se que 3 a 5% dos idosos acima de 75 anos podem ser acometidos pela patologia. O tratamento padrão é a cirurgia com implante de prótese valvar. A doença afeta habitualmente pacientes idosos, que algumas vezes não podem ser operados pela presença de comorbidades avançadas ou por problemas anatômicos. Neste grupo de pacientes, o tratamento padrão é o clínico, raramente sendo utilizada a valvuloplastia. A sobrevida neste grupo é pequena e de difícil estimativa.

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