COVID-19: ENTENDA O ALTO RISCO PARA OS PACIENTES COM DOENÇAS CARDIOVASCULARES

COVID-19: ENTENDA O ALTO RISCO PARA OS PACIENTES COM DOENÇAS CARDIOVASCULARES

Medical worker in safety glasses, mask and suit makes a heart sign. Green homogeneous background. Copy space. Confronting coronavirus.

Com o aumento dos casos confirmados de COVID-19 e óbitos por causa da doença no Brasil e no mundo, algumas estatísticas sobre a infecção do novo coronavírus se tornaram ainda mais contundentes, é o caso do alto risco de mortalidade para um dos grupos de risco, os doentes crônicos, especificamente os pacientes com doenças cardiovasculares.

Estatísticas em todo o mundo apontam que a mortalidade dessas pessoas pode ser até três vezes maior em relação a população geral. Os estudos apontam uma enorme vulnerabilidade desse grupo para o novo coronavírus e o número de óbitos em vários países confirmam isso.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) as doenças cardiovasculares já são a principal causa de mortes no mundo, matando cerca de 17,7 milhões de pessoas todos os anos; no Brasil são mais de 300 mil óbitos anualmente. De qual forma a Doença Arterial Coronariana, a Insuficiência Cardíaca e a Doença Vascular Periférica podem agravar o caso de COVID-19? O Dr. Dárcio Gitti de Faria, cardiologista do IMC e HMC explica que pessoas com doenças cardiovasculares possuem um sistema imunológico mais vulnerável, além de um estado inflamatório crônico latente. Sem um organismo combativo, a evolução da doença e o seu agravamento se tornam muito rápidos, muitas vezes difícil de ser revertido, por isso vemos um índice de mortalidade muito maior em pacientes cardiopatas. “Nesses casos, temos uma via de mão dupla, o contágio pelo coronavírus também pode descompensar a doença crônica de base”, completou o cardiologista.

O médico também explica que essas condições cardiológicas, na maioria das vezes, são prevalentes em pessoas idosas, o que duplica o risco, já que pessoas acima de 60 anos fazem parte do principal grupo de risco da doença, com mais de 75% dos óbitos confirmados COVID-19. Nesse caso, o cuidado deve ser redobrado.

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