CÓDIGO AZUL E CÓDIGO AMARELO

1. OBJETIVO

Padronizar o atendimento de urgência e emergência nos pacientes do HMC – Hospital do Coração mesmo na ausência do médico titular.

2. APLICAÇÃO

Este protocolo deverá ser aplicado nos pontos de assistência de todos os setores do Hospital do Coração (HMC).

3. DEFINIÇÕES

Código Amarelo: consiste no reconhecimento precoce de mudanças agudas nos parâmetros vitais dos pacientes, com o intuito de reduzir o número de paradas cardiorrespiratórias (PCR), diminuir a mortalidade intra hospitalar favorecendo a segurança do paciente, dos profissionais e da instituição.

Código Azul: é o atendimento em casos de suspeita de PCR.

PCR: parada cardiorrespiratória.

Parâmetros vitais: são indicadores das funções vitais ex: pressão arterial; pulso; respiração e temperatura.

RPA: Recuperação Pós anestésica;

RCP: Ressuscitação Cardiopulmonar;

Déficit motor: é a perda de movimento, sensação ou função em um local específico do corpo, como por exemplo o lado esquerdo da face, braço esquerdo ou áreas menores, como a língua.

Convulsão: é a contratura involuntária da musculatura, que provoca movimentos desordenados, geralmente é acompanhada pela perda da consciência.

Sepse: é uma disfunção ou falência de múltiplos órgãos, sendo principal causa de internações e morte nas UTIs. A sepse é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção, era conhecida popularmente como septicemia ou infecção no sangue, hoje é mais conhecida como infecção generalizada. Na verdade, não é a infecção que está em todos os locais do organismo. Por vezes, a infecção pode estar localizada em apenas um órgão, como por exemplo, o pulmão, mas provoca em todo o organismo uma resposta com inflamação numa tentativa de combater o agente da infecção.

Sangramento mediastinal: é um sangramento na região do mediastino (espaço entre os pulmões que abriga o coração) ocorre geralmente em pós-operatório de cirurgias cardíacas e em algumas patologias como aneurisma de aorta.

Hemorragia digestiva alta: é um sangramento na região do esôfago ou estômago, caracterizado por vômitos com sangue.

Hemorragia digestiva baixa: é um sangramento que ocorre no intestino, caracterizado por sangue nas fezes, podendo ser sangue vivo ou oculto (fezes bem escuras com odor fétido).

Rebaixamento do nível de consciência: As alterações do nível de consciência são caracterizadas por sonolência, letargia, obnubilação, torpor e coma. As principais diferenças e características destes variados estados neurológicos são:

O paciente sonolento responde a estímulos verbais ou ao toque leve.

O paciente letárgico ou obnubilado responde a estímulos mais vigorosos.

O paciente em estupor apresenta redução da vigília (dificuldade de se manter acordado), com resposta somente a estímulos vigorosos e/ou dolorosos.

O paciente em coma está em um estado de ausência de responsividade total ou quase total, em que os olhos se encontram fechados, não obedecendo a comandos, não apresentando abertura ocular mesmo a dor e sem movimentos espontâneos.

4. RESPONSABILIDADES

Médico Plantonista: Realiza o atendimento de urgência.

Médico titular: Preenche o atestado de óbito.

Equipe de enfermagem: Detectar, acionar e iniciar a Ressuscitação Cardiopulmonar.

5. DESCRIÇÃO

O acionamento do “CÓDIGO AZUL” deve ser realizado em situações em que o paciente encontra- se em provável PCR (parada cardiorrespiratória), baseada na ausência de responsividade, ausência de pulso palpável, ausência de respiração. Qualquer indivíduo pode acionar o código azul, embora seja função preferencial da equipe de enfermagem.

O acionamento do “CÓDIGO AMARELO” deve ser realizado nas seguintes situações:

Diminuição aguda da saturação de oxigênio para valores abaixo de 90%.

Frequência respiratória menor que 10 rpm ou maior que 24 rpm.

Pressão arterial sistólica menor ou igual a 90mmhg com sintomas.

Pressão arterial sistólica maior que 180mmhg associada a sintomas.

Frequência cardíaca menor do que 50 bpm com sintomas.

Frequência cardíaca maior que 120bpm com sintomas.

Rebaixamento do nível de consciência e/ou déficit motor agudo.

Convulsão.

Queda.

Sepse.

Sangramento agudo (mediastinal, hemorragia digestiva alta ou baixa).

5.1. Como acionar o código azul e o código amarelo:

Diante dos critérios de código azul ou amarelo descritos acima o colaborador (preferência da equipe de enfermagem) deverá acionar a telefonista no ramal 9, que aciona o médico plantonista da emergência, anunciando o código correspondente (azul ou amarelo), o número do quarto e setor do paciente para que a equipe de enfermagem e o médico realizem o atendimento de emergência no quarto do paciente.

Após o atendimento o médico realiza a prescrição de exames, medicamentos e materiais utilizados e entra em contato com o médico responsável pelo paciente e solicita a vaga em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) caso necessário. A solicitação de vaga na UTI deve ser realizada pelo médico plantonista que atendeu o paciente para com o médico plantonista da UTI, pelos ramais 241 ou 4059 na UTI – 2 (cardiológica e geral) e 260 ou 4012 na UTI – 1 (cirúrgica) e via sistema pela agenda da UTI.

A equipe de enfermagem se desloca para o setor realizando o atendimento.

5.2. A equipe de enfermagem se desloca para o setor realizando o atendimento.

Quando detectado PCR na UTI:

Quando detectado uma PCR na UTI, o atendimento é realizado por toda equipe de enfermagem (enfermeiro e técnicos de enfermagem), comunicando o médico plantonista, que se encontra presente no setor, ele realiza o início imediato da Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP).

Quando detectado Emergência:

Quando detectado PCR no setor de emergência, o atendimento é realizado por toda equipe de enfermagem (enfermeiro e técnicos de enfermagem), comunicando o médico de plantão na emergência, ele realiza o início imediato da Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP).

Quando detectado Triagem:

Quando detectado PCR na triagem, o atendimento inicial é realizado pelo enfermeiro que aciona a equipe de enfermagem e o médico plantonista da emergência.

Centro Cirúrgico e RPA (Recuperação Pós Anestésica):

Quando detectado PCR, o atendimento é realizado por toda equipe de enfermagem (enfermeiro e técnicos de enfermagem), comunicando o médico anestesiologista, que se encontra presente no setor, ele realiza o início imediato da Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP).

CONSIDERAÇÕES

1. O médico plantonista da emergência que fez o atendimento não realiza o preenchimento de atestado de óbito. Neste caso, o médico do paciente é quem realiza. O médico que atendeu a PCR poderá somente auxiliar com as informações do atendimento.

2. Em casos em que o médico titular opte pela não reanimação do paciente, o mesmo deverá passar esta informação à equipe de enfermagem para que não seja acionado o código azul/amarelo. Poderá solicitar avaliação da equipe de cuidados paliativos.

3. Os códigos nunca devem ser acionados para: prescrição de medicamentos, preenchimento de receitas médicas, atestados de óbito, laudos de antibióticos ou pedidos de exame.

4. Quando os pacientes externos que estão aguardando nas recepções apresentarem deterioração clínica, o recepcionista deve acionar o código.

5. Pacientes externos que estejam realizando exames e apresentem deterioração clínica devem ser encaminhados à emergência pelo setor em que o paciente está realizando o exame.

6. Deverão ser encaminhados à emergência os colaboradores que apresentem alterações clínicas.

6. DISTRIBUIÇÃO DE CÓPIAS

Em todos os setores do Hospital do Coração - HMC, contemplando as UTI´s (UTI 01 e UTI 02), enfermarias (Posto 01 e Posto 02), emergência, centro cirúrgico, central de materiais e esterilização e departamento de qualidade.

7. REGISTROS

Não se aplica.

8. ANEXOS

Não se aplica.

 

9. REFERÊNCIAS

American Heart Association (AHA) 2010.

http://petdocs.ufc.br/index_artigo_id_359_desc_Cl%C3%ADnica_pagina__subtopico_33_busca_

American Heart Association (AHA) 2020.

 

Elaboração: Enf. Rúbia Meri Molina Garcia (CCIH) e Enf. Fabiana Máximo (Educação Continuada)

Revisão: Enf. Márcia Rosângela Carvalho (Gerente de Enfermagem)

Aprovação: Dr. Luciano Miola (Diretor Técnico)

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