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ERISIPELA

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ERISIPELA

Erisipela é um processo infeccioso cutâneo, podendo atingir a gordura do tecido celular subcutâneo, causado por uma bactéria que se propaga pelos vasos linfáticos. Pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, mas é mais comum nos diabéticos, obesos e nos portadores de deficiência da circulação venosa dos membros inferiores. Não é contagiosa.

Nomes populares: esipra, mal-da-praia, mal-do-monte, maldita, febre-de-santo-antônio.

POR QUE OCORRE A ERISIPELA?

A erisipela ocorre porque uma bactéria (Estreptococo) penetra numa pele favorável à sua sobrevivência e reprodução. A porta de entrada quase sempre é uma micose interdigital (as famosas “frieiras”), mas qualquer ferimento pode desencadear o mal. A pele mais favorável é a das pernas inchadas, principalmente nos pacientes diabéticos, obesos e idosos.

Os primeiros sintomas podem ser aqueles comuns a qualquer infecção: calafrios, febre alta, astenia, cefaléia, mal-estar, náuseas e vômitos. As alterações da pele podem se apresentar rapidamente e variam desde um simples vermelhidão, dor e edema (inchaço) até a formação de bolhas e feridas por necrose (morte das células) da pele.

A localização mais freqüente é nos membros inferiores, na região acima dos tornozelos, mas podem ocorrer em outras regiões como face e tronco. No início, a pele se apresenta lisa, brilhosa, vermelha e quente. Com a progressão da infecção, o inchaço aumenta, surgem as bolhas de conteúdo amarelado ou achocolatado e, por fim, a necrose da pele. É comum o paciente queixar-se de “íngua” (aumento dos gânglios linfáticos na virilha).

COMO O MÉDICO DIAGNOSTICA?

O diagnóstico é feito apenas pelo exame clínico, analisando os sinais e sintomas apresentados pelo paciente. Não há necessidade de nenhum exame de sangue ou de outro exame especial da circulação, a não ser para acompanhar a evolução do paciente.

COMPLICAÇÕES

Quando o paciente é tratado logo no início da doença, as complicações não são tão evidentes ou graves. No entanto, os casos não tratados a tempo podem progredir com abscessos, ulcerações (feridas) superficiais ou profundas e trombose de veias.

A seqüela mais comum é o linfedema, que é o edema persistente e duro (não forma uma depressão na pele quando submetido à compressão com os dedos), localizado principalmente na perna e no tornozelo, resultante dos surtos repetidos de erisipela.

TRATAMENTO

O tratamento consta de várias medidas realizadas ao mesmo tempo e só deve ser administrado pelo médico:

1 – Uso de antibióticos específicos para eliminar a bactéria causadora.

2 – Redução do inchaço, fazendo repouso absoluto, principalmente na fase inicial;

3 – Fechamento da porta de entrada da bactéria, tratando as lesões de pele e as frieiras.

4 – Limpeza adequada da pele, eliminando o ambiente adequado para o crescimento das bactérias.

5 – Uso de medicação de apoio, como antiinflamatórios, antitérmicos, analgésicos e outras que atuam na circulação linfática e venosa.

PREVENÇÃO

As crises repetidas de erisipela podem ser evitadas através de cuidados higiênicos locais, mantendo os espaços entre os dedos sempre bem limpos e secos, tratando adequadamente as frieiras, evitando e tratando os ferimentos das pernas e tentando manter as pernas desinchadas.

Deve-se evitar engordar, bem como permanecer muito tempo parado, em pé ou sentado. O uso constante de meias elásticas é uma grande arma no combate ao inchaço, bem como fazer repouso com as pernas elevadas sempre que possível.

Procurar um especialista quando apresentar qualquer dos sintomas iniciais da doença, relatados anteriormente.