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VARIZES DOS MEMBROS INFERIORES

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    Varizes são veias dilatadas e tortuosas que se desenvolvem sob a superfície da pele. Dependendo da fase em que se encontram, podem ser de pequeno, médio ou de grande calibre.


    As veias mais acometidas pela doença varicosa são as dos membros inferiores: nos pés, pernas e coxas.


    Algumas pessoas apresentam minúsculas ramificações, de coloração avermelhada. Estes casos costumam ser assintomáticos e provocam apenas desconforto estético em seus portadores e são de localização intradérmica.


COMO SE FORMAM AS VARIZES ?


    As veias têm como função drenar o sangue das pernas de volta para o coração.


    Andar sobre as duas pernas criou um sério problema para a circulação: o coração fica bem distante dos pés e das pernas. O sangue desce muito facilmente do coração até as pernas e os pés, através das artérias, devido, entre outros fatores, aos batimentos cardíacos, aos efeitos da musculatura dos vasos e a força da gravidade. No entanto, precisa de vários outros mecanismos importantes para voltar dos pés e pernas até o coração.


    Com a idade, ou devido a fatores hereditários, as veias podem perder a sua elasticidade. Essas veias começam a apresentar dilatação e suas válvulas não se fecham mais de forma eficiente. A partir daí o sangue passa a refluir e ficar parado dentro das veias. Isto provoca hipertensão e dilatação nas veias. Esta dilatação anormal das veias leva à formação das varizes.


 QUEM TEM VARIZES ?


    Calcula-se que 18% da população adulta têm varizes. Só no Brasil estima-se que mais de vinte milhões de pessoas sejam portadoras desta doença. O principal fator de risco para se ter varizes é a presença desta doença na família: a hereditariedade.


    Outros fatores que contribuem para o aparecimento ou agravamento das varizes:


• Idade – costumam aparecer a partir de 30 anos de idade e podem ir piorando com o passar os anos. As microvarizes ou “aranhas vasculares”, também chamadas de “vasos”, podem aparecer em pessoas bem mais jovens.


• Sexo – as mulheres são mais propensas do que os homens(na proporção de 8 mulheres par 1 homem); fatores hormonais da gestação, menstruação e menopausa parecem ter relação com a maior facilidade de dilatação das veias; alguns pesquisadores relatam que as terapias de reposição hormonal e anticoncepcionais aumentam o risco de varizes.


• Obesidade – o sobrepeso aumenta a pressão sobre as veias e dificulta o retorno venoso.


• Traumatismo nas pernas


• Temperatura – exposição ao calor por tempo prolongado pode provocar dilatação das veias.


• Tabagismo – as pesquisas revelam que as paredes das veias também sofrem agressões das substâncias contidas nos cigarros


• Gravidez – Durante a gravidez a quantidade de sangue circulante aumenta e, portanto, aumenta o trabalho das veias. Aumenta também a quantidade de progesterona, aquele hormônio que dilata as veias. Outro fato que acontece na gestação: o útero vai aumentando de tamanho e vai comprimindo as veias do abdômen e da região pélvica da mulher, colocando assim um obstáculo para a subida do sangue das pernas para o coração.


• Sedentarismo – o movimento das pernas é muito importante para “bombear” o sangue das veias. Portanto, ficar muito tempo sentado ou em pé parado é muito ruim para o trabalho das veias. Os exercícios e o combate ao sedentarismo são muito importantes para a circulação corporal.


• Pílulas anticoncepcionais e reposição hormonal – Alguns pesquisadores já responsabilizam os hormônios anticoncepcionais pelo aparecimento de varizes em mulheres jovens. O Fórum da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (www.sbacv-nac.org.br) adverte inclusive para os cuidados que devem ser tomados com os remédios usados para a terapêutica de reposição hormonal (www.climaterio.org).


QUAIS OS SINAIS E SINTOMAS DAS VARIZES ?


    Na grande maioria das vezes a queixa principal é a estética: na posição de pé as veias ficam dilatadas, tortuosas e muito visíveis. Além disso, outros sinais e sintomas podem estar presentes. Alguns desses sinais e sintomas são:


• Presença de veias azuladas e muito visíveis abaixo da pele;


• Agrupamentos de finos vasos avermelhados que alguns pacientes referem como “vasinhos”;


• Queimação nas pernas e planta dos pés;


• Inchaço, especialmente nos tornozelos ao final do dia;


• Prurido ou coceira nas pernas;


• Cansaço ou sensação de fadiga nas pernas;


• Sensação de peso nas pernas;


• “Pernas inquietas”;


• Câimbras.


COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO ?


    O diagnóstico de varizes é clínico, ou seja, pela simples consulta com adequado exame físico vascular. 


    O mapeamento de todos os segmentos varicosos pode ser feito também com a ajuda da ultra-sonografia venosa realizada com o Doppler. O Eco Doppler colorido pode também auxiliar na busca de trombos venosos e de alterações no fluxo do sangue venoso, principalmente nos casos mais avançados ou em que há necessidade de avaliação mais específica e minuciosa e principalmente, na avaliação do sistema de veias internas. Para operar varizes superficiais o sistema venoso interno deve estar bom.


COMPLICAÇÕES DAS VARIZES 


    Quando temos varizes, o sangue retorna mais lentamente e tende a ficar represado nas pernas. Em consequência, com o passar do tempo, os tecidos das pernas passam a ser menos oxigenados e menos nutridos. Quando não tratadas de forma correta as varizes podem progredir e desenvolver severas complicações. Entre estas podemos citar:


• Eczema – geralmente se inicia com prurido (coceira)


• Dermatite


• Flebite e trombose – flebite significa inflamação da veia. Esta inflamação pode vir acompanhada da formação de trombo decorrente do sangue que coagula em seu interior. Este trombo superficial pode progredir para as veias profundas e aumentar o risco de embolia pulmonar.


• Pigmentação e escurecimento da pele


• Hemorragias – a pele e a parede das varizes muitas vezes ficam tão finas que facilmente se rompem. Quando isto acontece pode ocorrer uma importante perda de sangue. Este episódio é chamado de varicorragia (hemorragia proveniente de varizes).


•Úlceras – a complicação mais temida pela população é a formação de feridas nas pernas denominadas úlceras. No início cicatrizam com certa facilidade, mas, com o tempo e se tratadas de forma indevida, vão se tornando mais complexas. Como existem vários tipos de úlceras ns pernas, é importante o acompanhamento de uma especialista.


TRATAMENTO DAS VARIZES 


    Existem diferentes tipos de tratamentos para as varizes. Mais importantes são as medidas preventivas. Quando as medidas de precaução não são suficientes, o seu médico poderá indicar um ou vários dos tratamentos abaixo:


Escleroterapia química - É provavelmente a técnica usada há mais tempo. Muito utilizada para as microvarizes e para as varizes de calibre muito pequeno. Consiste na injeção de substancias esclerosantes que expulsam o sangue para as veias normais e entopem as veias que estão sendo tratadas. Embora essas injeções precisem ser repetidas em algumas veias, a escleroterapia costuma ser muito eficaz e com excelentes resultados quando realizada por médicos experientes.


Cirurgia – as cirurgias de varizes estão cada vez menos agressivas. A grande maioria das varizes pode ser realizada hoje através de mini-incisões, sem a necessidade de corte e consequentemente pontos na pele. As varizes retiradas numa cirurgia não provocam danos à circulação, uma vez que as outras veias normais e o sistema venoso profundo normal se encarregam de garantir o fluxo de retorno.


Laser escleroterapia – a escleroterapia com laser está em evolução e ainda não substitui a escleroterapia química. Não pode ser aplicada em todos os tipos de pele e ainda não dá bom resultado nos vasos de calibre maior. Novas tecnologias com laser em desenvolvimento poderão ampliar a sua utilização.


Laser endovenoso – consiste na introdução de cateter com laser dentro das varizes com a intenção de destruí-las pelo calor. É uma técnica alternativa a cirurgia clássica de ressecção de safenas.


 A ESCOLHA DO MELHOR MÉTODO PARA O TRATAMENTO DAS VARIZES É INDIVIDUAL E DEVE SER DISCUTIDO COM O CIRURGIÃO VASCULAR SOBRE OS REAIS BENEFÍCIOS DE CADA UM DELES.


Mapeamento de varizes com Fleboscópio


    Agora com o fleboscópio ficou mais fácil visualizar as varizes e vasos subcutâneos.


    O Fleboscópio foi desenvolvido para auxiliar no exame de pacientes com patologia varicosa, facilitando a localização e mapeamento das varizes e microvarizes para o tratamento escleroterápico ou cirúrgico.